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The Art Improving Agile Software Development

Browsing Posts published in August, 2010

O modelo de Dojo que estamos acostumados é o Dojo Randori, aquele em que temos uma dupla programando (o piloto e o co-piloto) e um telão para mostrar para o resto da plateia o código que está sendo feito. A cada 5 ou 7 minutos o co-piloto ocupa o lugar do piloto e alguém da plateia ocupa o lugar do co-piloto. No Randori, todo desenvolvimento é sempre feito usando TDD.

O Dojo Kake é uma modalidade diferente de Coding Dojo. No Kake, nós temos sempre duas ou mais duplas trabalhando simultaneamente. As duplas podem resolver o mesmo problema em linguagens diferentes ou problemas diferentes. Os turnos continuam sendo de 7 minutos, porém a plateia NÃO PODE ficar olhando a dupla programar. A ideia é sentar para programar sem ter a menor noção do que estava acontecendo antes. É uma simulação da vida real: você chega para trabalhar num projeto que já começou, tem código legado. O seu par deve conseguir te explicar o que foi feito até então e vocês precisam avançar com o código. Depois de 7 minutos, o seu par sai e agora fica com você a responsabilidade de explicar para o próximo o que foi feito e continuar resolvendo o problema. Algumas regras do Kake Dojo:

  • Dois ou mais computadores, dependendo da quantidade de participantes
  • Turnos de 7 minutos
  • TDD, baby steps, refatorações continuam sendo obrigatórios
  • Divertir-se é obrigação: bater papo, contar piadas, cantar uma música, jogar video game, vale TUDO, menos olhar os outros programando
  • Comida durante toda a sessão (pizza, sanduíche de metro ou jantar gourmet)
  • No final fazemos uma retrospectiva usando a técnica dos 6 chapéus

Algumas cenas do último Dojo Kake que realizamos em 2009 podem ser vistas no vídeo:

Vamos fazer um Dojo Kake na próxima 3a. feira, dia 17 de agosto as 20h. Quem estiver interessado em participar, mande um e-mail para mim: danicuki arroba gmail ponto com.

1 – Quando e como surgiu a idéia de implantar a XP como método de desenvolvimento?

Começamos a fazer XP em 2006, no time que desenvolvia o PABX Virtual (antiga Locaweb Telecom). Quem trouxe a ideia de XP foi Daniel Cukier, um dos desenvolvedores do time na época. Ele tinha cursado em seu mestrado (IME-USP) duas disciplinas sobre Métodos Ágeis e já era membro da Agilcoop. Ja tinha adquirido certa experiência para tentar aplicar o aprendizado num projeto de verdade. O time era pequeno na época (4 desenvolvedores) e o gerente gostou bastante das ideias propostas no XP que lhes foram apresentadas. O time de Telecom era relativamente isolado dos outros times de desenvolvimento e isso facilitou as coisas. Era possível adotar a metodologia como um projeto piloto, sem afetar outras áreas ou produtos. Durante 8 meses, de outubro de 2006 até junho de 2007 o time se estabeleceu na metodologia. O produto PABX Virtual foi lançado e sua evolução em termos de funcionalidades era rápida e eficiente, com poucos bugs. A cada duas semanas, o time de Telecom lançava novidades no produto.Em paralelo a isso, Daniel Cukier e Maurício De Diana criaram um grupo de estudos de tecnologia, onde um dos assuntos estudados foi Métodos Ágeis. O grupo de estudos serviu para que as pessoas pudessem conhecer mais os detalhes não só de XP, mas também de outras metodologias como Scrum e Lean. As reuniões do grupo tinham entre 10 e 20 pessoas. Esse grupo de estudos tentou iniciar um projeto multi-equipes usando XP, mas devido às várias atribulações do dia-a-dia dos membros do grupo, o projeto não deu certo.Em meados de junho/julho de 2007 foram feitas algumas apresentações para a diretoria da empresa, com o objetivo de estimular a adoção de Métodos Ágeis em todos os times de desenvolvimento da empresa. Para convencer os diretores, foram mostrados números que demonstravam a qualidade do produto PABX, tanto em relação ao código quanto à velocidade de criação de novas funcionalidades. Na mesma época, um consultor internacional veio à empresa dar um curso para o time de produtos. Esse consultor comentou que gostava de Métodos Ágeis para desenvolver software. Isso foi a gota d’água que faltava.

No mês de agosto, a diretoria patrocinou um treinamento em Métodos Ágeis para desenvolvedores, gerentes e clientes internos de diversas áreas da empresa (até o presidente participou. A partir daí iniciou-se um processo longo e trabalhoso de adoção das práticas Ágeis dentro da empresa.

2 – Após o planejamento, quanto tempo se gastou para o método ser implantado? Seria possível nos informar o custo médio que a implantação desse método teve? Todos os objetivos da Locaweb foram alcançados?

Foram quase 2 anos de evolução das práticas ágeis dentro da empresa, até o ponto em que podemos afirmar que a Locaweb se tornou de fato uma empresa de Desenvolvimento Ágil. Durante esses anos, muitas coisas mudaram. Várias pessoas saíram da empresa e muitas outras foram contratadas. O perfil dos profissionais mudou drasticamente. No primeiro ano, as práticas de Scrum foram as mais facilmente adotadas (práticas como planejamento, estimativas, ciclos de desenvolvimento, etc.) – as práticas de engenharia e design, como testes, refatoração, integração contínua, só começaram a se estabelecer a partir do 2o. ano. A programação em pares foi uma prática que teve adoção em quase todos os times, mas também demorou 2 anos até que fosse algo arraigado na cultura da empresa. Uma vez que a Locaweb se tornou Ágil nos times de programação, essa mudança começou a impactar outras áreas da empresa: áreas como infra-estrutura, times de sysadmins, e até marketing, vendas e recursos humanos. O objetivo de estruturar a área de desenvolvimento, de forma que a empresa como um todo (diretoria, cobrança, marketing, financeiro) pudesse ter visibilidade sobre os projetos em andamento, foi atingido. Porém, a empresa continua mudando sempre, visando a melhoria contínua dos seus produtos e processos internos. A excelência em Métodos Ágeis na área de tecnologia não significou que todos os problemas fossem resolvidos, pois a empresa é grande e complexa. Mas foi um primeiro passo foi dado e novos aprendizados e ações surgiram desse passo. Então, podemos dizer que a Locaweb é uma empresa muito melhor do que era antes dos Métodos Ágeis.

3 – Houve um aumento de produtividade após a implantação de XP? Ouve uma redução do custo de produção?

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Sexta-feira dessa semana acontecerá o Oxente Rails, o maior evento de Rails do Nordeste do Brasil. O evento será em Natal e terá a presença de pessoas importantíssimas da comunidade Rails, não só do Brasil, mas do mundo todo. Veja a lista de palestrantes. Alguns deles são: David Hanson (criador do Rails), Fábio Akita (evangelista de Rails no Brasil), Vinicius Teles da ImproveIT, Fabio Kung. A abertura do evento será feita pelo Aldinho (irmão de Elomar). Com certeza esse será um dos grandes eventos do ano.

Eu vou para o Oxente Rails, onde apresentarei a palestra Pensamento e Aprendizado Ágil. Também estarei lá para bater papo com todo mundo, falar de Rails, Ruby, Agilidade e outras coisas nerds. E conforme prometido no vídeo abaixo, cantarei AO VIVO o forró do Elomar! Não perrrrrrrrrcam. A gente se vê lá, bixim danado, cabra da péxti!

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