Evolução do Ecossistema de Startups: um Modelo de Maturidade

“Ecossistema de startups de São Paulo ainda é pouco maduro”, diz autor doutorado no tema

Daniel Cukier, doutorando do IME-USP, estudou as startups de São Paulo, Nova Iorque e Tel Aviv e criou método para avaliar maturidade do ecossistema. Defesa do trabalho será no Campus do Google

Os chamados ecossistema de startups não são novos.  Alguns desses centros tecnológicos compostos pela relação entre  empreendedores, universidades, empresas, incubadoras, aceleradoras, fundos de investimentos, entre outros já existem há mais de 50 anos, como no Vale do Silício, um dos mais antigos do mundo e de onde saíram gigantes da tecnologia como Google, Facebook, Apple.

Com o avanço da internet, dos dispositivos móveis e dos serviços de nuvem, as startups se tornaram assunto da moda, fazendo surgir novos ecossistemas ao redor do mundo. “É um desafio comparar centros de inovação, pois têm graus de evolução e maturidade diferentes. Aprender com os exemplos é importante, mas sem imitá-los. Cada ecossistema tem que focar nas suas qualidades e necessidades”, diz Daniel Cukier, aluno de doutorado do grupo de empreendedorismo digital do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo.

Ele passou os últimos 6 anos analisando startups de vários ecossistemas, entrevistando dezenas de empreendedores em Tel Aviv, São Paulo e Nova Iorque, além de outros agentes importantes como fundos de investimentos, gestores de universidades, aceleradoras, incubadoras e gestores públicos.

O doutorando desenvolveu, junto com seu orientador, Prof. Fabio Kon, uma metodologia para avaliar o grau de evolução de cada ecossistema em 4 níveis: (1) Nascente, (2) Evoluindo, (3) Maduro, (4) Autossustentável. A tese “Evolução do ecossistema de startups: um modelo de maturidade”,  coloca Nova Iorque e Tel Aviv no grau 4 de evolução, enquanto São Paulo é avaliado com nota 2. Para ser considerado “autossustentável”, o ecossistema precisa de tempo e muito trabalho para amadurecer.

As principais sugestões de melhoria para São Paulo apontados pela pesquisa são:

  • Criação de mais eventos sobre empreendedorismo

  • Fomento à educação de técnicas de empreendedorismo nas universidades

  • Aumentar a prática de compartilhamento de casos de sucesso

  • Diminuir o risco para empreender, com políticas tributárias diferenciadas para startups e menor burocracia

  • Aumento do investimento em startups tanto de agências de fomento e instituições públicas quanto de grupos privados.

A metodologia criada permite também analisar outros importantes ecossistemas brasileiros como Campinas, Belo Horizonte, Florianópolis, Recife, identificando lacunas e propondo ações práticas e personalizadas que possam resultar em melhorias significativas e levar esses ecossistemas ao próximo nível de desenvolvimento.

A defesa de doutorado será apresentada no dia 2 de maio de 2017 no auditório do Google Campus, um dos mais importantes espaços para empreendedorismo da capital. “Faz muito sentido que a defesa de um trabalho que reflete, entre outras coisas, sobre o envolvimento da universidade com o ecossistema empreendedor, seja feita em um espaço que respira inovação, como o Google Campus ”, disse o orientador, Fabio Kon.

A banca examinadora terá alguns nomes de peso da academia, como Ary Plonsky da FEA-USP, Marcelo Nakagawa do INSPER, Paulo Lemos da UNICAMP, além da presença internacional da pesquisadora especialista em startups Xiaofeng Wang, da Universidade de Bolzano, Itália.

O evento é gratuito e aberto ao público em geral. Inscrições com vagas limitadas pelo link http://bit.ly/defesa-doutorado

Horário: 2/5/2017 – 14h

Local: Google Campus – Rua Coronel Oscar Porto, 70 – Paraíso

 

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Convite – exame de qualificação doutorado – Startup Ecosystem Framework

Convido colegas e professores ao meu exame de qualificação de Doutorado em Ciência da Computação, trabalho do grupo de pesquisa em Empreendedorismo de Software do IME-USP

Título: Startup Ecosystem Framework

Candidato: Daniel Cukier
Data: Terça-feira, 31 de março de 2015
Horário: 10:00 horas
Local: IME-USP, sala 2 – Bloco B

Comissão julgadora:

MEMBROS TITULARES
Prof. Dr. Fabio Kon (Presidente) IME – USP
Prof. Dr. Guilherme Ary Plonski FEA – USP
Prof. Dr. Paulo Antonio Borges Lemos UNICAMP

MEMBROS SUPLENTES
Prof. Dr. Marco Aurélio Gerosa IME – USP
Prof. Dr. Martinho Isnard Ribeiro de Almeida FEA – USP

Resumo:

After the popularization of Internet in the 90s and the mobile technologies in the 2000s, we saw an amazing growth on creation of new high-tech companies around the globe. Most of these companies, known as startups, are born in technology clusters also called startup ecosystems. The objective of this PhD research is to advance the understanding of how software startups work, what are the elements that influence their behavior and how startups relate with other players in their ecosystem. For that, we are developing a conceptual framework model by using qualitative research techniques. In these presentation, we will explain the methodology, as well as the preliminary results for both São Paulo and Israeli ecosystems and the expected outputs of a third case-study in a mature ecosystem

DevOps patterns to scale web applications using cloud services

This article was accepted to publication at SPLASH 2013Wavefront Experience track.

Scaling a web applications can be easy for simple CRUD software running when you use Platform as a Service Clouds (PaaS). But if you need to deploy a complex software, with many components and a lot users, you will need have a mix of cloud services in PaaS, SaaS and IaaS layers. You will also need knowledge in architecture patterns to make all these software components communicate accordingly.

In this article, we share our experience of using cloud services to scale a web application. We show usage examples of load balancing, session sharing, e-mail delivery, asynchronous processing, logs processing, monitoring, continuous deployment, realtime user monitoring (RUM). These are a mixture of development and system operations (DevOps) that improved our application availability, scalability and performance.
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PLoP – A conferência de padrões

PLoP Portland História

Em agosto de 1993, Kent Beck e Grady Booch patrocinaram um retiro na montanha, onde um grupo de pessoas chegou a um consenso sobre os fundamentos em padrões de software. Ward Cunningham, Ralph Johnson, Ken Auer, Hal Hildebrand, Grady Booch, Kent Beck e Jim Coplien se basearam fortemente nas ideias de Alexander e suas próprias experiências, formando um casamento entre objetos e padrões. O grupo concordou que estávamos prontos para construir, sobre as fundações do trabalho de Erich Gamma sobre padrões orientados a objetos, e usar esses padrões da mesma forma que Christopher Alexander usa seus padrões para planejamento urbano e construções arquitetônicas. O encontro do grupo se deu ao lado (side) de um monte (hill), daí o nome Hillside.

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