Acabei de voltar de uma exposição lindíssima que está acontecendo no SESC Vila Mariana em São Paulo. O nome é “Pedaços da Terra“. Vale muito a pena dar uma conferida! Parece que ela foi feita especialmente (mas não somente) para um público como nós, Geeks, que temos tecnologia correndo nas veias. Vocês vão se surpreender com o que verão lá.
Exposição com cunho lúdico-didático que proporcionará o estímulo à consciência crítica em relação às práticas de sustentabilidade com um foco específico sobre o reino mineral, com vistas à preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Através de informações e conceitos relativos ao impacto ambiental da extração de recursos minerais para a elaboração de equipamentos tecnológicos eletro-eletrônicos, Pedaços da Terra pretende aproximar o público do processo de manufatura desses equipamentos, que envolve um ciclo de produção desde a extração do minério até o produto final. Desse modo, este projeto pretende fornecer informações e conceitos sobre a importância do consumo consciente (+ qualidade / – quantidade), a reutilização de equipamentos tecnológicos e o encaminhamento para reciclagem, tendo como objetivo minimizar os impactos ambientais.
No módulo Retrato do Planeta, uma tabela periódica interativa destaca os elementos químicos que compõem os equipamentos eletrônicos. Nos mosaico de matérias primas, curiosidades da geologia e dos minérios. Ainda neste módulo, mapas gigantes ilustram para o público as principais fontes de riquezas minerais e a exploração delas pelo mercado tecnológico.
Fiz um vídeo convite de 6 minutos, dando uma palhinha do que vocês verão lá. Confiram!
Uma contribuição inovadora da USP Palestra realizada pelo professor do Instituto de Fisica Giorgio Moscati pelo Centro de Competência de Software Livre (CCSL) no IME-USP em 19 de maio de 2011
No próximo sábado teremos o primeiro DevOpsDays Brasil. O evento será gratuito e terá a presença de palestrantes importantes na área de Cloud e Infra-estrutura de Internet. Quem fará o Keynote do evento será John Willis – VP de serviços da Opscode, empresa que está por trás do software Chef – um dos mais bem feitos softwares de Configuration Management.
Além do Keynote no evento, John se ofereceu para dar um curso GRATUITO de Chef. Esse curso será na 6a. feira que antecede o evento – dia 3 de dezembro – no auditório fornecido pela Caelum. O curso apresentará os seguintes tópicos:
Algumas palestras que já estão confirmadas para o evento:
John Willis: Keynote: The Agile Enterprise, Devops and Clouds
No começo, TI era limitada pelo tempo que levava para provisionar e colocar no ar uma nova infra-estrutura. Porém, com o surgimento do Cloud, podemos montar – e desmontar – um datacenter vitual inteiro instantaneamente. Isso acelera o ciclo de tempo de TI. Isso é análogo a dois outros grandes passos tecnológicos: métodos ágeis de desenvolvimento de software e o movimento “devops” de arquiteturas auto-escaláveis e auto-configuráveis. Vamos ver como o destino da nuvem, código ágil e devops estão entrelaçados, e o que isso significa para os profissionais de TI.
Nessa sessão, John Willis (o co-apresentador dos famosos podcasts Devops Café e IT Management & Cloud) nos fará entender o que é Devops e como ele pode ajudar (ou atrapalhar!) você. Essa sessão dará uma visão pragmática sobre devops, esclarecendo como Devops se aplica para você e sua empresa.
Carla Souza: Automagicaly manage your configuration
Puppet é um software open source poderoso, flexível e extensível que consiste numa linguagem declarativa para expressão configurações de sistemas, além de um cliente e um servidor para distribui-la e uma biblioteca para perceber a configuração desejada. Nessa sessão, Carla Souza mostrará as funcionalidades do Puppet, os requisitos, como funciona e porque um sysadmin irá ama-lo.
Fabio Kung: Cloud e automação: tome o controle da sua infraestrutura!
Um dos principais conceitos trazidos pelo movimento DevOps é a automação de tudo que for possível na infraestrutura. Durante esse tempo em que venho desenvolvendo produtos de Cloud, juntei algumas ideias e possibilidades que gostaria de compartilhar.
Como algumas das principais ideias e serviços do que chamamos de “Cloud” podem ajudar? Como automatizar a infraestrutura? Como isso beneficia os meus sistemas? Como isso acelera a entrega de novas funcionalidades? E a escalabilidade? Performance? Confiabilidade?
Guilherme Silveira: Deploy contínuo: pois integração contínua não basta
Integrar continuamente é uma das primeiras práticas de engenharia de software defendidas por nós agilistas. Mas ser ágil é poder se adaptar rapidamente, requer feedback rápido, inclusive do cliente. Como colocar logo em produção? Em homologação? Depois de ganhar experiência, passamos ao próximo passo natural: automatizar os processos de deploy para homologação e produção, mas passamos por questões desde dificuldades com a infraestrutura até problemas de segurança de dados. Passando por aplicações pequenas, desktop, médias, web e grandes, veremos qual a importância de efetuar deploy sempre.
Outras atrações
Além dessas palestras, o DevOpsDays terá palestras relâmpago, OpenSpaces e painéis de discussão sobre o mundo devops.
Última receita
E para animar a semana, fiquem com o vídeo do Chef Diego Cukier – meu irmão – preparando incríveis pratos no restaurante Brooklin.
Desde a apresentação da minha defesa de mestrado muita coisa aconteceu. Recebi comentários de várias pessoas do Brasil todo sobre a defesa e fiquei extremamente feliz com a repercussão, tanto no meio acadêmico quanto na indústria. Tive oportunidade de conhecer e conversar com muita gente interessante por causa do trabalho que fiz. Entre essas pessoas, gostaria de compartilhar aqui uma parceria que surgiu e que ainda tem muito para evoluir.
Ano passado eu estava lendo uma matéria na revista Mente e Cérebro e um artigo me chamou muito atenção. Ele foi escrito pela professora e pesquisadora Maira Fróes. O artigo falava sobre a união da Arte e da Ciência. Várias das ideias apresentadas tinham muita relação com a minha dissertação de mestrado e a minha visão pessoal sobre o que eu acredito ser Ciência.
Escrevi para a Maira parabenizando pelo artigo. Contei da minha defesa, mostrei para ela o vídeo e me ofereci para unirmos força e trabalharmos juntos em algo. Ficamos encantados, um com as ideias do outro e combinamos um encontro no Rio de Janeiro para conversarmos sobre como poderíamos de fato trabalhar juntos para evoluir esse projeto. Nesse momento ainda estamos numa fase embrionária, mas que já temos muitos elementos ricos e um bando de gente competente e talentosa envolvida no grupo, que é coordenado pela Maira.
Algumas pesquisas já estão sendo feitas e a primeira delas, que já mostrou resultados interessantes, é o de introduzir elementos artísticos em aulas de anatomia. A ideia é transformar a sala de aula de anatomia, normalmente fria e insensível, em algo vivo, emocionante. A inclusão da emoção e sensibilidade no ensino pode trazer benefícios enormes para os alunos, tanto no nível do aprendizado quanto no da experiência e vivência pessoal de cada um.
Também gostaria de compartilhar aqui um pequeno vídeo da exposição criada pelo grupo da Maira e que estava sendo realizada dentro do Congresso. A exposição se chama EXPO UMA CIÊNCIA SENSÍVEL (grupo Anatomia das Paixões). Infelizmente o vídeo não expressa toda a emoção que é adentrar uma sala escura de corpos dançantes, verdadeiras obras de artes, e experimentar sensações de aprendizado sobre nomes de ossos humanos nesse ambiente.
Gostaria de deixar aberto aqui um espaço, para que as pessoas pudessem sugerir ideias ou compartilhar vivências de como podemos integrar melhor não só a Arte com a Ciência, mas Arte com Computação, ou Arte com ambiente de trabalho, de maneira que possamos incluir e integrar emoção humanas nas vivências do dia-a-dia. Todos são bem vindos a participar desse grupo!
O modelo de Dojo que estamos acostumados é o Dojo Randori, aquele em que temos uma dupla programando (o piloto e o co-piloto) e um telão para mostrar para o resto da plateia o código que está sendo feito. A cada 5 ou 7 minutos o co-piloto ocupa o lugar do piloto e alguém da plateia ocupa o lugar do co-piloto. No Randori, todo desenvolvimento é sempre feito usando TDD.
O Dojo Kake é uma modalidade diferente de Coding Dojo. No Kake, nós temos sempre duas ou mais duplas trabalhando simultaneamente. As duplas podem resolver o mesmo problema em linguagens diferentes ou problemas diferentes. Os turnos continuam sendo de 7 minutos, porém a plateia NÃO PODE ficar olhando a dupla programar. A ideia é sentar para programar sem ter a menor noção do que estava acontecendo antes. É uma simulação da vida real: você chega para trabalhar num projeto que já começou, tem código legado. O seu par deve conseguir te explicar o que foi feito até então e vocês precisam avançar com o código. Depois de 7 minutos, o seu par sai e agora fica com você a responsabilidade de explicar para o próximo o que foi feito e continuar resolvendo o problema. Algumas regras do Kake Dojo:
Dois ou mais computadores, dependendo da quantidade de participantes
Turnos de 7 minutos
TDD, baby steps, refatorações continuam sendo obrigatórios
Divertir-se é obrigação: bater papo, contar piadas, cantar uma música, jogar video game, vale TUDO, menos olhar os outros programando
Comida durante toda a sessão (pizza, sanduíche de metro ou jantar gourmet)
Algumas cenas do último Dojo Kake que realizamos em 2009 podem ser vistas no vídeo:
Vamos fazer um Dojo Kake na próxima 3a. feira, dia 17 de agosto as 20h. Quem estiver interessado em participar, mande um e-mail para mim: danicuki arroba gmail ponto com.
Sexta-feira dessa semana acontecerá o Oxente Rails, o maior evento de Rails do Nordeste do Brasil. O evento será em Natal e terá a presença de pessoas importantíssimas da comunidade Rails, não só do Brasil, mas do mundo todo. Veja a lista de palestrantes. Alguns deles são: David Hanson (criador do Rails), Fábio Akita (evangelista de Rails no Brasil), Vinicius Teles da ImproveIT, Fabio Kung. A abertura do evento será feita pelo Aldinho (irmão de Elomar). Com certeza esse será um dos grandes eventos do ano.
Eu vou para o Oxente Rails, onde apresentarei a palestra Pensamento e Aprendizado Ágil. Também estarei lá para bater papo com todo mundo, falar de Rails, Ruby, Agilidade e outras coisas nerds. E conforme prometido no vídeo abaixo, cantarei AO VIVO o forró do Elomar! Não perrrrrrrrrcam. A gente se vê lá, bixim danado, cabra da péxti!
Antes de continuar a leitura desse artigo, assista o vídeo:
Existem várias formas de se aprender algo: você pode ler um livro sobre o assunto, ouvir um podcast, ler artigos em revistas ou posts em blogs, assistir um filme. Todas as formas de aprendizado que eu citei são formas de aprendizado por análise. No aprendizado por análise usamos preferencialmente o lado esquerdo do cérebro, o lado lógico, digital, exato, verbal. Nesse tipo de aprendizado, nós olhamos para um problema e tentamos desmembra-lo as partes, tentando entender, com o pensamento, cada uma dessas partes que compõe o todo. Existe uma outra forma de aprender as coisas, o aprendizado por síntese. Nesse tipo de abordagem, nós usamos a prática, a experiência, a vivência, a execução de uma tarefa como ferramenta de aprendizado. O jogo Lego Lean Game é um ótimo exemplo de aprendizado por experiência.
Não adianta muito você ler todos os livros de Lean (ou qualquer outra metodologia) se você não praticou, não experimentou na vida real os conceitos do livro. No jogo de Lego, ficam muito claros os princípios da metodologia:
Eliminar desperdício – sub ou sobre-produção, espera, trabalho extra, transporte desnecessário, estoque, deslocamento, defeitos
Modelos Push e Pull
Fluxo
Células de Trabalho
Melhoria Contínua
Respeito ao trabalho do indivíduo
Todos esses conceitos são apenas palavras jogadas para quem ainda não entende a metodologia. Mas depois de participar dessa dinâmica, essas palavras tomam forte significado e dão abertura para insights e mudanças de comportamento.
O objetivo do Lego Lean Game é construir casas de Lego. Inicialmente monta-se uma linha de produção tradicional para a produção das casas. Depois da primeira rodada de “fabricação”, fazemos uma análise da produtividade. Depois começa-se a alterar o processo, inserindo as práticas Lean. Após cada rodada, refletimos sobre as mudanças e entendemos porque elas funcionam ou não. O mais interessante é pensar, no final, como esses princípios podem ser implementados no dia-a-dia da empresa, com o objetivo de ser mais produtivo, atendendo a demanda do mercado, com profissionais criativos e 100% aproveitados.
A Agilbits foi a consultoria que trouxe essa experiência de Lean para a Locaweb. Quem quiser saber mais sobre o jogo, ou quiser aplica-lo na sua empresa, deixe um comentário que eu encaminho para eles.
Maiores informações sobre o jogo de Lego Lean podem ser encontradas no site do Danilo Sato.
Participei hoje do primeiro tutorial na QCON San Francisco 2008. O tutorial foi sobre o assunto que eu venho estudando há algum tempo: Padrões para Introduzir Novas Idéias. Em termos de conteúdo, não vi nada muito novo. Mas o que mais me impressionou foi a presença de espírito da Linda Rising. Foi um enorme prazer estar com ela todo esse dia e ouví-la falar sobre os padrões. A sua fala é tranqüila, clara e perfeita. Nunca tinha vista alguém da área da computação se expressar de forma tão maravilhosa. Me sinto privilegiado de ter participado de um tutorial ao lado de uma das mulheres que seja talvez um dos maiores nomes da computação atual.
Para compartilhar o momento com todos, filmei alguns momentos. Linda propôs que, para aprender melhor sobre os padrões do livro Fearless Change, algumas pessoas fizessem encenações de um script escrito por ela. São pequenas sketches que ilustram momentos de personagens como o Inovador, o Evangelista e outros. Espero que todos gostem!
Clique no link “YouTube” acima para ver os outros vídeos relacionados
Acabo de voltar do Falando em Agile! O evento foi muito bom, com a participação de grandes nomes do movimento Ágil. Tentei levantar os principais pontos do evento.
David Anderson fez o Keynote de abertura levantando pontos importantes sobre agilidade:
Manter qualidade alta em tudo que for feito. Para isso muitas vezes temos que fazer as coisas com calma e ter o tempo certo para fazer a coisa certa.
Tentar limitar o WIP (work-in-progress) usando kanban
Equilibrar a demanda com a saída, ou seja, não colocar mais trabalho do que a equipe é capaz de produzir (de novo, kanban, processo pull e não push)
Aprender a priorizar, alinhado com o plano estratégico
O Danilo Sato e o Francisco Trindad, da ThoughtWorks lembraram o cuidado que devemos ter em querer sempre manter a velocidade do time. A velocidade deve ser usada com sabedoria e o time não deve ser cobrado nem pode ter sua performance medida somente pela velocidade. Ela é apenas um indicador que deve ser usado para feedback. O importante é se comunicar muito bem e entender sempre o que está acontecendo de fato. Eles também disseram: quem quiser ser ágil em desenvolvimento de software e só se focar nos processos gerenciais, mais cedo ou mais tarde vai falhar. É preciso ter foco na programação, no código. No final do evento o Phillip Calçado deu uma palestra muito boa e enfatizou muito a importância do código.
Outra coisa que disseram várias vezes é que ser ágil é sempre questionar o que está sendo feito, procurando o tempo todo oportunidades de melhoria. Quem disser: “nós somos ágeis, fazemos o processo perfeito e não precisamos mudar” está acomodado e não é ágil. XP Estático não é XP. XP é evoluir sempre (dito pelo próprio Kent Beck). O que importa muito é o contexto. Temos sempre que avaliar o contexto em que estamos e aplicar a melhor solução para esse contexto específico.
O Danilo disse: “estamos fazendo todas essas práticas, mas está claro POR QUE estamos fazendo?”. Quais são os princípios por trás das práticas. As pessoas PRECISAM saber porque fazem desse forma, precisam entender os princípios.
O Guilherme Chapiewski (GC) deu uma palestra muito legal sobre liderança ágil. Não pude assistir até o fim mas anotei alguns pontos que achei muito importantes. Nos princípios de liderança ágil, o líder deve:
Ser útil
Estar presente
Dar o melhor de si e ser autêntico
Saber construir uma comunidade e uma cultura
Prestar atenção
Ter paixão pelo que faz
Suas atitudes devem:
ser exemplos a serem seguidos
fazer com que as pessoas tenham iniciativas
estar alinhadas com as espectativas do negócio
ser tolerante
oferecer as ferramentas necessárias para as pessoas trabalharem melhor
Gostei muito do evento, principalmente pela oportunidade de ter conhecido várias pessoas que eu conhecia pelos blogs. Gostaria de agradecer ao Alexandre Magno e ao Paulo Silveira da Caelum pela oportunidade de, junto com o Fabio Kon, ter apresentado a palestra sobre Padrões para Introduzir Novas Idéias.
Pra seguir o costume, fiz um vídeo, passeando por lá.