9 perguntas e respostas sobre Métodos Ágeis na Locaweb

1 – Quando e como surgiu a idéia de implantar a XP como método de desenvolvimento?

Começamos a fazer XP em 2006, no time que desenvolvia o PABX Virtual (antiga Locaweb Telecom). Quem trouxe a ideia de XP foi Daniel Cukier, um dos desenvolvedores do time na época. Ele tinha cursado em seu mestrado (IME-USP) duas disciplinas sobre Métodos Ágeis e já era membro da Agilcoop. Ja tinha adquirido certa experiência para tentar aplicar o aprendizado num projeto de verdade. O time era pequeno na época (4 desenvolvedores) e o gerente gostou bastante das ideias propostas no XP que lhes foram apresentadas. O time de Telecom era relativamente isolado dos outros times de desenvolvimento e isso facilitou as coisas. Era possível adotar a metodologia como um projeto piloto, sem afetar outras áreas ou produtos. Durante 8 meses, de outubro de 2006 até junho de 2007 o time se estabeleceu na metodologia. O produto PABX Virtual foi lançado e sua evolução em termos de funcionalidades era rápida e eficiente, com poucos bugs. A cada duas semanas, o time de Telecom lançava novidades no produto.Em paralelo a isso, Daniel Cukier e Maurício De Diana criaram um grupo de estudos de tecnologia, onde um dos assuntos estudados foi Métodos Ágeis. O grupo de estudos serviu para que as pessoas pudessem conhecer mais os detalhes não só de XP, mas também de outras metodologias como Scrum e Lean. As reuniões do grupo tinham entre 10 e 20 pessoas. Esse grupo de estudos tentou iniciar um projeto multi-equipes usando XP, mas devido às várias atribulações do dia-a-dia dos membros do grupo, o projeto não deu certo.Em meados de junho/julho de 2007 foram feitas algumas apresentações para a diretoria da empresa, com o objetivo de estimular a adoção de Métodos Ágeis em todos os times de desenvolvimento da empresa. Para convencer os diretores, foram mostrados números que demonstravam a qualidade do produto PABX, tanto em relação ao código quanto à velocidade de criação de novas funcionalidades. Na mesma época, um consultor internacional veio à empresa dar um curso para o time de produtos. Esse consultor comentou que gostava de Métodos Ágeis para desenvolver software. Isso foi a gota d’água que faltava.

No mês de agosto, a diretoria patrocinou um treinamento em Métodos Ágeis para desenvolvedores, gerentes e clientes internos de diversas áreas da empresa (até o presidente participou. A partir daí iniciou-se um processo longo e trabalhoso de adoção das práticas Ágeis dentro da empresa.

2 – Após o planejamento, quanto tempo se gastou para o método ser implantado? Seria possível nos informar o custo médio que a implantação desse método teve? Todos os objetivos da Locaweb foram alcançados?

Foram quase 2 anos de evolução das práticas ágeis dentro da empresa, até o ponto em que podemos afirmar que a Locaweb se tornou de fato uma empresa de Desenvolvimento Ágil. Durante esses anos, muitas coisas mudaram. Várias pessoas saíram da empresa e muitas outras foram contratadas. O perfil dos profissionais mudou drasticamente. No primeiro ano, as práticas de Scrum foram as mais facilmente adotadas (práticas como planejamento, estimativas, ciclos de desenvolvimento, etc.) – as práticas de engenharia e design, como testes, refatoração, integração contínua, só começaram a se estabelecer a partir do 2o. ano. A programação em pares foi uma prática que teve adoção em quase todos os times, mas também demorou 2 anos até que fosse algo arraigado na cultura da empresa. Uma vez que a Locaweb se tornou Ágil nos times de programação, essa mudança começou a impactar outras áreas da empresa: áreas como infra-estrutura, times de sysadmins, e até marketing, vendas e recursos humanos. O objetivo de estruturar a área de desenvolvimento, de forma que a empresa como um todo (diretoria, cobrança, marketing, financeiro) pudesse ter visibilidade sobre os projetos em andamento, foi atingido. Porém, a empresa continua mudando sempre, visando a melhoria contínua dos seus produtos e processos internos. A excelência em Métodos Ágeis na área de tecnologia não significou que todos os problemas fossem resolvidos, pois a empresa é grande e complexa. Mas foi um primeiro passo foi dado e novos aprendizados e ações surgiram desse passo. Então, podemos dizer que a Locaweb é uma empresa muito melhor do que era antes dos Métodos Ágeis.

3 – Houve um aumento de produtividade após a implantação de XP? Ouve uma redução do custo de produção?

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Oxente Rails

Sexta-feira dessa semana acontecerá o Oxente Rails, o maior evento de Rails do Nordeste do Brasil. O evento será em Natal e terá a presença de pessoas importantíssimas da comunidade Rails, não só do Brasil, mas do mundo todo. Veja a lista de palestrantes. Alguns deles são: David Hanson (criador do Rails), Fábio Akita (evangelista de Rails no Brasil), Vinicius Teles da ImproveIT, Fabio Kung. A abertura do evento será feita pelo Aldinho (irmão de Elomar). Com certeza esse será um dos grandes eventos do ano.
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Lego Lean Game

O Lego Lean Game é um jogo idealizado pelo Danilo Sato e Francisco Trindade da ThoughtWorks, com o objetivo de ensinar os conceitos básicos da metodologia Lean para desenvolvimento de software de uma forma lúdica e divertida. Para quem não conhece Lean, sugiro ler o livro da Mary e do Tom Poppendieck ou visitar o site dos autores, que contém várias referências sobre o assunto.

Antes de continuar a leitura desse artigo, assista o vídeo:


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DDD – Introdução a Domain Driven Design

Domain Driven Design significa Projeto Orientado a Domínio. Ele veio do título do livro escrito por Eric Evans, dono da DomainLanguage,  uma empresa especializada em treinamento e consultoria para desenvolvimento de software. O livro de Evans é um grande catálogo de Padrões, baseados em experiências do autor ao longo de mais de 20 anos desenvolvendo software utilizando técnicas de Orientação a Objetos. O que seria um Padrão?

Um padrão é uma regra de três partes que expressa a relação entre um contexto (1), um problema (2) e uma solução (3).

DDD pode ser visto por alguns como a volta da orientação a objetos. É verdade que o livro é um chamado às boas práticas de programação que já existem desde a época remota do SmallTalk. Quando se fala em Orientação a Objetos pensa-se logo em classes, heranças, polimorfismo, encapsulamento. Mas a essência da Orientação a Objetos também tem coisas como:

  • Alinhamento do código com o negócio: o contato dos desenvolvedores com os especialistas do domínio é algo essencial quando se faz DDD (o pessoal de métodos ágeis já sabe disso faz tempo);
  • Favorecer reutilização: os blocos de construção, que veremos adiante, facilitam aproveitar um mesmo conceito de domínio ou um mesmo código em vários lugares;
  • Mínimo de acoplamento: Com um modelo bem feito, organizado, as várias partes de um sistema interagem sem que haja muita dependência entre módulos ou classes de objetos de conceitos distintos;
  • Independência da Tecnologia: DDD não foca em tecnologia, mas sim em entender as regras de negócio e como elas devem estar refletidas no código e no modelo de domínio. Não que a tecnologia usada não seja importante, mas essa não é uma preocupação de DDD.

Todas essas coisas são bem exemplificadas e mostradas na forma de vários padrões em DDD. Mas o livro também mostra muitos padrões que não dizem respeito a código ou modelagem. Aparecem coisas que estão mais ligadas a processos (como Integração Contínua) ou a formas de relacionamento entre times que fazem parte do desenvolvimento de um sistema complexo. Eric Evans dividiu o livro em quatro partes, que apresentaremos a seguir.

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DevOpsDays – Agilidade em todos os níveis

Sexta passada estive no evento DevOpsDays, que aconteceu em Santa Clara (Califórnia), no escritório central do LinkedIn. O termo DevOps (criado por Patrick Debois) surgiu no final do ano passado, mais ou menos na época em que Andrew Schafer e Paul Nasrat deram uma palestra na Agile 2009 sobre Infraestrutura Ágil.

Onde Surgiu DevOps?

DevOps tem vários signifcados. O mais óbvio deles, como o próprio termo já diz, significa a união de Desenvolvedores (devs) e Operadores (ops) de Sistemas (também conhecidos como SysAdmins).

Em startups, é muito comum que não exista separação entre Devs e Ops. Nessas empresas, os técnicos sabem tanto escrever o software como dar manutenção e administrar os servidores de produção. Conforme as empresas crescem, começa a surgir a necessidade de especialização nas áreas de desenvolvimento e sysadmins (DBAs, Storages, Rede, Linux, Windows, etc). Problemas começam a surgir quando criam-se silos e a empresa fica dividida entre aqueles que criam o software e aqueles que mantém tudo funcionando em produção. Essa divisão pode ser muito nociva para a empresa, uma vez que os profissionais, ao invés de colaborarem para o sucesso da empresa, ficam num jogo de apontar o dedo um para o outro, na busca de um culpado que, convenhamos, pouco importa para o negócio.

DevOps tem o objetivo de trazer os conceitos e boas práticas aprendidas pelos Engenheiros de Software Ágeis para o mundo dos SysAdmins. Não só isso, DevOps também procura clarear para os desenvolvedores as preocupações (justas) e práticas dos SysAdmins. O principal trabalho do SysAdmin é manter tudo no ar. Qualquer coisa a mais que o desenvolvedor quiser, coloca em risco o trabalho o SysAdmin. O desenvolvedor tem que entender isso e trabalhar como parceiro do SysAdmin. Ele tem que se preocupar para que nada quebre em produção e estar disponível para ajudar o administrador caso algo dê errado. Faz parte do trabalho de devs e ops estarem alinhados e colaborarem um com o outro.
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Jango, Rails and RESTful – Integrating websites in 18 minutes and 18 lines of code.

Jango.com is one of the most incredible on-line radios I know and some time ago I decided to put Daniella Alcarpe songs on this site. Jango has many things that make artists life happier and easier: you pay Jango to play your songs to people who probably will like your song. For example, Daniella sings Brazilian Bossa Music, so in Jango I choosed to play her songs just for people who like this kind of music, people who listen to João Gilberto, Caetano Veloso, Chico Buarque and so on.

After songs starts playing, the artist starts to get fans. And they really come! With just 2 months of Jango, Daniella has almost 400 new fans, from all over the world.
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