Vipassana e Times auto-organizados

No início de janeiro, estive num retiro de meditação Vipassana. Eu já havia participado do curso 3 vezes. São 80 meditadores, 40 homens e 40 mulheres. Os cursos são ministrados num centro que fica perto da cidade de Miguel Pereira, no interior do Rio de Janeiro. Os alunos não pagam nada para participar. O sistema sobrevive graças a doações de antigos meditadores, que continuam contribuindo para que outras pessoas tenham os mesmos benefícios que eles tiveram. Além das doações, outro fator que é vital para o sucesso da Vipassana é o trabalho dos voluntários (também chamados de servidores). Enquanto os alunos ficam dedicados exclusivamente ao aprendizado da técnica de meditação, voluntários organizam todo o ambiente para que ele seja o mais confortável e ideal para o meditador. Os voluntários preparam as refeições, cuidam da limpeza e ficam a total disposição para resolver qualquer problema que algum aluno possa vir a enfrentar.

Nessa minha 4ª vez no curso, decidi fazer parte do time de voluntários. Eu aprendi muitas coisas legais nesses dias e gostaria de compartilhar com todos essa experiência.

O primeiro fato que me chamou muito atenção no grupo de servidores é que ele é um exemplo perfeito de time auto-organizado. Não existe uma hierarquia pré-determinada. O que existe (e o que de fato faz com que equipes auto-organizadas funcionem) são: Continue reading

The Art of Living

Everyone seeks peace and harmony, because this is what we lack in our lives. From time to time we all experience agitation, irritation, dishar mony. And when we suffer from these miseries, we don’t keep them to ourselves; we often distribute them to others as well. Unhappiness permeates the atmosphere around someone who is miserable, and those who come in contact with such a person also become affected. Certainly this is not a skillful way to live.

We ought to live at peace with ourselves, and at peace with others. After all, human beings are social beings, having to live in society and deal with each other. But how are we to live peacefully?
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Thinking = Language

Last week, walking along the San Francisco streets, I had many insights. It was a great week at QCON, where I could meet many of the great people in the software development world.

I’d like to share with you one of my biggest insights. It has to do with how language is deeply related to thinking.

English is not my first language (I was born in Brazil and here we speak Portuguese), so I don’t know English as I know Portuguese. When I was in San Francisco, I’ve created a challenge for myself: Continue reading

David Lynch e meditação

O consagrado cineasta David Lynch (Veludo Azul, Coração Selvagem, Cidade dos Sonhos, Império dos Sonhos) esteve recentemente no Brasil para divulgar seu novo livro. Sempre fui um grande fã desse diretor e seu último filme (inland Empire) é um dos melhores que assisti nos últimos tempos.

Muita gente questiona a obra de Lynch, dizendo que ele é louco, que produz filmes que só ele entende, que os filmes são sem sentido. A única vez que eu pensei isso foi na primeira vez que assisti Cidade dos Sonhos. Na época eu morava na Itália, Continue reading

Vipassana, XP e Mudanças sem Medo

No começo de maio tive o privilégio de mais uma vez participar de um mini-retiro de Vipassana. Um curso inteiro de Vipassana dura 10 dias. Alunos que já fizeram o curso se reunem uma vez por mês para o retiro de um dia. Nesse dia meditam 7 horas e o propósito é reascender a disciplina de praticar a meditação continuamente. No curso de Vipassana aprendemos que a continuidade da prática é o segredo do sucesso (Melhoria Contínua). A prática de Vipassana está fortemente ligada à idéia Continue reading